quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Embeleze a sacada de seu lar

Conheça as espécies mais indicadas para compor o jardim na varanda



Para quem mora em apartamento, a varanda representa a possibilidade de ter um pouco de verde ao redor. “É fundamental reservar um local para a natureza. Não importa o tamanho do jardim, mas sim a qualidade de vida que ele nos oferece”.
Antes de planejar o seu jardim na varanda é preciso redobrar a atenção no momento daescolha das espécies. As mais recomendadas são as de sombra e meia-sombra, que podem ser usadas em jardineiras de alvenaria ou em vasos.
A incidência do sol, a ação dos ventos e o espaço disponível também são determinantes para a definição do projeto. Em andares altos, por exemplo, o sol é presença garantida. Para aproveitá-lo, aposte no colorido de árvores frutíferas como os pés de jabuticaba, romã e pitanga. Os apaixonados por ervas e temperos também podem reservar um local para uma pequena horta.
Escolha plantas de sombra e meia-sombra e use-as em jardineiras de alvenaria
Thinkstock Photos
Escolha plantas de sombra e meia-sombra e use-as em jardineiras de alvenaria
Veja abaixo as espécies mais indicadas para cada ambiente e como cuidá-las:
Espécies indicadas para meia-sombra:lança-de-são-jorge, pândano espiral, pata-de-elefante, pau-d’agua, asplênio, palmeira-ráfis
Cuidados: irrigação, limpeza e adubação
Espécies indicadas para varandas ensolaradas: palmeira fênix, moreia bicolor, pleomele e jabuticabeiras
Cuidados: verifique a necessidade de regade cada espécie e a posicione para que receba a ação dos ventos com frequência
Espécies mais recomendadas para a sombra: palmeira-ráfis e bromélia de sombra
Cuidados: fique atento ao excesso de água, pois, nesse caso, ela pode ser mais prejudicial do que a falta de rega
 
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    sexta-feira, 2 de outubro de 2015

    Implantação e manutenção de jardim

    IMPLANTAÇÃO DO JARDIM
    3.1 PREPARO DO TERRENO
    Após execução de toda a área pavimentada, vias, caminhos e praças, os canteiros
    deverão receber tratamento adequado para o plantio das mudas.
    Para o plantio das espécies indicadas o terreno deverá estar livre de plantas
    daninhas, limpo de detritos de obras civis e lixo.
    Após a limpeza deverá ser feita a escarificação do terreno, para descompactar e
    promover a aeração do solo, os torrões devem ser quebrados. Efetuar o
    nivelamento do solo, conforme projetos, acrescentando terra vegetal ou areia, se
    necessário, principalmente no plantio da grama e canteiros.
    Nesta fase devem ser feitas as análises de solo para verificação das possíveis
    correções.
    Seguinte a esse processo deverá ser feita a incorporação de insumos – adubo
    orgânico, adubo químico, calcário dolomítico, para os canteiros e gramados.
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    2 MEMORIAL BOTÂNICO
    Verificar tabelas no Projeto Executivo de Paisagismo.
    3 IMPLANTAÇÃO DO JARDIM
    3.1 PREPARO DO TERRENO
    Após execução de toda a área pavimentada, vias, caminhos e praças, os canteiros
    deverão receber tratamento adequado para o plantio das mudas.
    Para o plantio das espécies indicadas o terreno deverá estar livre de plantas
    daninhas, limpo de detritos de obras civis e lixo.
    Após a limpeza deverá ser feita a escarificação do terreno, para descompactar e
    promover a aeração do solo, os torrões devem ser quebrados. Efetuar o
    nivelamento do solo, conforme projetos, acrescentando terra vegetal ou areia, se
    necessário, principalmente no plantio da grama e canteiros.
    Nesta fase devem ser feitas as análises de solo para verificação das possíveis
    correções.
    Seguinte a esse processo deverá ser feita a incorporação de insumos – adubo
    orgânico, adubo químico, calcário dolomítico, para os canteiros e gramados,
    conforme necessidade. Ver item 4.6 ADUBAÇÂO.
    3.2 LOCAÇÃO DAS PLANTAS E PREPARO DAS COVAS E CANTEIROS
    A locação das covas e canteiros, para o plantio, deverá respeitar o máximo
    possível o apresentado no projeto, para que o resultado final seja o esperado.
    Observação: Em situações onde a locação seja dificultada pela presença
    de estruturas de instalações, ou outra situação adversa, visto que as
    compatibilizações de alguns projetos não foram feitas a tempo pelos
    técnicos responsáveis ,isto é, até a data da conclusão do projeto executivo
    de paisagismo. As equipes responsáveis pelo projeto e pela fiscalização
    deverão ser acionadas para solução de cada caso individualmente.
    Primeiro, determinar a locação dos elementos isolados com estaca ou piquete e
    posteriormente os canteiros com a utilização de corda ou mangueira flexível.
    As covas para árvores e palmeiras devem possuir dimensão de no mínimo
    60x60x60 (cm), à terra retirada deverá preparar uma mistura com calcário, adubo orgânico e adubo mineral NPK 6-30-6, para enchimento das covas.
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    Quantidades: Calcário – 400g
    Adubo orgânico – 10 litros
    Adubo mineral – 200g
    No caso do transplante das palmeiras adultas a operação deverá ser feita com uso
    de equipamentos adequados, como guindastes e/ou munks e operados por
    pessoal qualificado. Neste caso as covas devem ser preparadas com dimensões
    mínimas compatíveis com os torrões. A melhor época para esta operação se
    compreende entre os meses de junho a agosto, período de seca. É de extrema
    importância que se proteja os troncos de possíveis ferimentos com cintas de
    borracha aonde vão ser colocadas as correntes para o içamento.
    As covas para arbustos devem possuir dimensão mínima de 40x40x40 (cm), à
    terra retirada deverá preparar a mistura de adubação recomendada, para
    enchimento das covas.
    Quantidades: Calcário – 300g
    Adubo orgânico – 8 litros
    Adubo mineral – 150g
    Os canteiros deverão ter profundidade entre 15 cm e 20 cm e a adubação deverá
    seguir a mistura recomendada.
    Quantidades: Calcário – 300g/m²
    Adubo orgânico – camada de 5 cm/m²
    Adubo mineral – 150g/m²
    3.3 PLANTIO

    As mudas deverão ser entregues em perfeita saúde, livres de pragas e doenças.
    Devem ser observadas as características especificadas no memorial botânico
    como porte, cor da floração, quantidade e espaçamento.
    Os responsáveis pela implantação deverão ter um Plano de Manejo de Mudas,
    para que não haja necessidade de grande área para estoque gerando algum
    comprometimento das mudas.
    O plantio das espécies mais sensíveis, como as forrações, deve ser feito,
    preferencialmente, no início da manhã ou final da tarde, quando a temperatura e o
    sol são menos intensos. Após o plantio todas as mudas devem ser regadas,
    molhando preferencialmente o solo.
    Após a abertura das covas e incremento de insumos a cova deverá ser molhada
    em abundância, antes do plantio.
    Mudas de árvores, arbustos e palmeiras devem ser tutoradas, com bambu ou
    madeira, sendo o amarrio feito de forma a não estrangular os ramos. (Veja
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    desenho abaixo). O amarrio deve ser feito com material plástico ou fita de
    borracha, materiais que não arrebentam facilmente. Arames devem ser evitados
    porque provocam ferimentos nos troncos, comprometendo a saúde da planta,como ataques de fungos e insetos.
    TUTORAMENTO DE ÁRVORES, ARBUSTOS E PALMEIRAS

    TUTORAMENTO DE ÁRVORES, ARBUSTOS E PALMEIRAS.
    O tipo de amarrio recomendado é em “oito deitado”. Desta forma o tutor não fica
    diretamente em contato com o tronco da planta. Deve ser firme, mas com certa
    flexibilidade permitindo pequena movimentação da planta em conseqüência dos
    ventos.
    A utilização de armação metálica própria para escoramentos das mudas também
    pode ser utilizada, sendo a melhor opção para escoramento de palmeiras adultas.
    Indicamos este tipo de escoramento para as Palmeiras Imperiais, para as demais palmeiras e árvores adultas, indicamos a utilização de cabos de aço.
    As embalagens das mudas devem ser sempre retiradas e sem desfazer o torrão,
    para que não haja danos às raízes.
    Verificar o nível da muda em relação ao solo, ficando a base do caule rente ao
    terreno nivelado final.
    Para o plantio da grama, após a limpeza e nivelamento do terreno, no incremento
    de insumos não é utilizado o adubo orgânico.
    O nível do terreno deve sempre ser uns 2 cm mais baixo que os pisos e meio-fios,
    assim, ao se fazer o plantio da grama e com seu crescimento, o gramado ficará no
    mesmo nível da área pavimentada, evitando assim a formação de degraus. Para o
    este resultado, onde houver necessidade utilizar terra vegetal, preenchendo até o
    nível ideal.
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    As placas ou tapetes devem ter boa procedência, não serem abauladas e terem
    apenas a quantidade mínima de terra necessária.
    As placas ou tapetes devem ser colocadas justapostas, sem espaços entre elas e
    desencontradas para um melhor fechamento. Após a colocação das placas ou
    tapetes deverão ser “socadas” para garantir melhor contato com o solo.
    A estocagem das placas empilhadas ou dos tapetes enrolados deve ser no
    mínimo de um e no máximo dois dias. Caso ocorrer a necessidade de um tempo maior. A grama deverá ser espalhada e molhada, para não desidratar.
    4 MANUTENÇÃO DO JARDIM
    Visando a perfeita saúde e desenvolvimento das espécies, de forma a garantir o
    resultado final tecnicamente planejado alguns cuidados devem ser tomados:
    4.1 CONTROLE DE PRAGAS
    O primeiro passo é a identificação do(s) inseto(s)-pragas entre os principais estão
    as formigas cortadeiras, as lagartas, as cochonilhas e os pulgões.
    FORMIGAS CORTADEIRAS
    Insetos sociais que apresentam castas reprodutoras e não reprodutoras. As
    principais espécies são a Atta (Saúvas) e a Acromyrmex (Quenquéns). São
    insetos mastigadores, cortam partes das folhas novas ou velhas e por isso
    deixando-as com aspecto recortado ou denteado.
    Seus ninhos são subterrâneos, muito grandes compostos de várias câmaras e
    podendo ter uma população variável entre 3 e 5 milhões de indivíduos. O ninho
    pode ser indentificado com a presença de montinhos de terra, com um pequeno
    buraco no meio, para a espécie Atta a espécie Acromyrmex não apresente este
    montinho. A dificuldade no combate as formigas cortadeiras é devido aos seus
    hábitos noturnos, dificultando a localização do ninho. E por só conseguir o extermínio com a morte da rainha.
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    O controle químico é o mais eficiente para o caso das formigas, consiste no uso
    de iscas espalhadas nos caminhos marcados pelos insetos, ou próximo à entrada
    do ninho. Também é utilizado pó pulverizado dentro do ninho.
    Exemplos de produtos fitossanitários registrados para controle de formigascortadeiras:
    Birlane 50 PO, Blitz, Bunema 330 CS, Formicida Granulado Pikapau,
    formicida Granulado Dinagro, Fluramin, Mirex dentre outros. Aplicação confofabricante.
    LAGARTAS
    As lagartas constituem a fase jovem das borboletas e mariposas. Os ovos são
    depositados nas folhas e após a eclosão devoram, principalmente, as partes
    tenras das plantas, portanto são insetos mastigadores. Muito vorazes podem
    destruir uma planta em pouco tempo. Existem muitas espécies e de hábitos
    diversificados podendo fazer ninhos ou não. Estes ninhos geralmente são feitos
    agrupando folhas com secreção específica e dando a forma de casulo. Tem
    hábitos noturnos.
    A identificação das lagartas se faz pela presença de folhas cortadas, fezes no
    chão próximas à planta e também pelos ninhos.
    O controle pode ser feito com a retirada do ninho e esmagamento dos insetos. No
    caso de ataque em muitas plantas pode ser feito o controle químico natural como
    o uso de calda de fumo ou calda de sabão. E também, com o uso de controle
    químico por inseticidas.
    Exemplos de produtos fitossanitários registrados para controle de lagartas: Sevin
    480 SC, Cefanol, Orthene 750 BR dentre outros. Aplicação conforme fabricante.Receita Calda de fumo
    100g de fumo em corda
    100g de sabão em barra
    100ml de calda de pimenta malagueta (curtida em ácool ou cachaça)
    3 litros de água limpa
    Picar o fumo e colocar de molho em 2 litros de água, por 24h, em recipiente
    escuro. Derreter o sabão em litro de água quente. Coar a calda de fumo e misturar aos outros itens. Pulverizar no final do dia, utilizando-se de equipamento de
    proteção, principalmente para os olhos.
    Receita Calda de sabão
    50g de sabão de coco
    5 litros de água limpa
    Dissolver o sabão em água quente. Deixar esfriar antes de pulverizar.
    COCHONILHAS
    São insetos muito pequenos, sugadores que excretam uma substância açucarada
    atraindo formigas e criando condições para o desenvolvimento da fumagina
    (folhas esfumaçadas). Apresentam dois tipos: cochonilha-de-carapaça possui
    forma de concha, que pode ser esverdeada, castanhas ou castanha-escura;
    cochonilha sem carapaça, possui o corpo recoberto por uma secreção
    pulvurolenta geralmente na cor branca.
    O controle pode ser feito com o controle químico natural como o uso de óleo
    vegetal ou calda de sabão. E também, com o uso de controle químico por
    inseticidas.
    Exemplos de produtos fitossanitários registrados para controle de cochonilhas:
    Dimetoato CE, Actara, Confidor, Granutox, dentre outros. Aplicação conforme fabricante.
    Receita Óleo vegetal
    1 litro de óleo vegetal
    100g de sabão neutro (ou 100ml de sabão líquido)
    100 litros de água limpa
    (para volumes menores, dividir os itens proporcionalmente à água)
    Misturar os itens em 15 litros de água. Agitar até obter uma emulsão turva e
    adicionar o rstante da água. Pulverizar
    PULGÕES

    São insetos muito pequenos, geralmente desprovidos de asas, sugadores, de
    corpo frágil de cor preta ou verde. Vivem em colônias e são vetores de muitos fitovírus.
    Excretam uma substância açucarada atraindo formigas e criando condições
    para o desenvolvimento da fumagina (folhas esfumaçadas).
    O controle pode ser feito com o controle químico natural como o uso de calda de
    fumo ou calda de sabão. E também, com o uso de controle químico por
    inseticidas.
    Exemplos de produtos fitossanitários registrados para controle de pulgões:
    Cefanol, Sevin 480 SC, Pi-rimor 500 PM, dentre outros. Aplicação conforme
    fabricante.
    Observação: Para o uso de inseticidas e pesticidas sempre consultar um
    engenheiro agrônomo
    4.2 CONTROLE DE DOENÇAS
    As plantas ornamentais estão sujeitas a uma série de doenças, causadas por
    bactérias, fungos, vírus e nematóides, que podem resultar em pequenas perdas
    ou a morte de muitos exemplares de uma única espécie ou de várias, já que são
    facilmente transmitidas.
    A identificação das doenças em plantas é muitas vezes difícil, já que os sintomas
    apresentados podem ser resultantes de ataques de pragas (mais fácil de
    detectar), ou deficiência nutricional.
    Para um melhor diagnóstico a visita de um engenheiro agrônomo se faz
    necessária, assim como exames laboratoriais. Identificada a(s) causa(s) seguir orientações do engenheiro agrônomo.
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    Alguns sintomas de algumas doenças suscetíveis às plantas:
    - encharcamento ou anasarca – aspecto de úmido ou besuntado de óleo – sintoma
    necrótico provavelmente bacteriano;
    - mancha – morte ou degenaração de tecidos de folhas, flores, frutos... Causas
    diversas;
    - crestamento – necrose rápida das folhas, flores, brotos;
    - pústulas – sintoma típico de ferrugem, pequenas manchas com elevação da
    epiderme;
    - seca – secamento e morte de folhas e outros órgãos de forma lenta, ocorre
    geralmente após murcha;
    - perfuração – mancha necrótica das folhas e queda do tecido morto;
    - morte de ponteiros – “Die back”, morte progressiva das pontas para a base de
    ramos de árvores e arbustos;
    - podridão – decomposição generalizada de tecidos e órgãos;
    - mumificação – aparece nas fases finais de certas podridões de frutos. Os frutos
    apodrecidos secam rapidamente, tornando-se enrugados, secos e escuros;
    - tombamento – “Damping off”, podridão de tecidos da base da planta, geralmente
    ligado à nematóides ou fungos no solo;
    -murcha – aparência de desidratação mesmo o solo estando úmido.
    4.3 CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS (ERVAS DANINHAS)
    O controle de plantas invasoras de vê ser feito periodicamente com arranquio
    manual dos canteiros, jardineiras e gramados.
    O uso de herbicidas só é recomendado para grandes áreas de gramados e em
    ataques com grande número de indivíduos. Esta recomendação é devido ao fato de herbicidas serem extramente tóxicos, podendo contaminar o solo, águas
    subterrâneas, cursos d’água e atacar plantas ornamentais próximas.
    No caso do uso de herbicidas é extremamente necessária a consulta a um engenheiro agrônomo para diagnóstico e tratamento.

    4.4 PODAS
    Para as espécies indicadas no projeto indicamos somente a poda de limpeza e
    manutenção, que consiste na retida de partes indesejadas da planta como:
    - retirada de galhos velhos e/ou doentes;
    - retirada de ramos e partes das plantas que estejam motos;
    - retirada de ramos e partes infestadas, irremediavelmente, por insetos;
    - retirada de ramos partidos em conseqüência de ventos, tempestades;
    - retirada de ramos que se cruzam e raspam um no outro e que comprometem na
    estrutura da planta.
    No caso de árvores junto às ruas, caminhos e passeios que comprometam a
    visibilidade ou a passagem deverá ser feita a poda de formação e condução da
    copa, já no primeiro ano após o plantio, esta poda consiste na retirada dos galhos
    baixos e junto à base da planta.
    O período recomendado para as podas de formação compreende entre os meses
    de junho a agosto, período de seca. No caso de podas devido a ataques de
    pragas, doenças, vandalismo ou intempéries a poda deve ser feita rapidamente e
    sem previsão de época apropriada.
    Os resíduos das podas que não estiverem comprometidos com doenças e/ou
    pragas podem ser depositados na área destinada a formação da mata (fora da
    Coletora A), evitando-se assim a exportação de nutrientes, garantindo a ciclagem
    destes através da decomposição da matéria orgânica. No caso de resíduos com
    ataque de doenças e/ou pragas deverá ser providenciado o bota-fora.
    TÉCNICAS DE PODA
    A poda deve ser feita sempre no local de inserção de um ramo com outro, ou do
    ramo com o tronco. Deve-se, no entanto ter o cuidado de manter as estruturas
    celulares existentes na parte inferior da inserção do ramo com o tronco.
    Não se deve deixar parte de ramos, chamados de toco ou depressão. A remoção
    de ramos mais pesados, com mais de 5 cm de diâmetro deve ser feita por partes,
    para que seja evitado o lascamento do local do corte, o que, além do aspecto
    estético e desagradável, deixa uma maior área exposta a patógenes. Nestes casos, deve-se eliminar inicialmente a parte superior, como a folhagem, em
    seguida a parte central e finalmente a parte próxima a inserção com o tronco. O
    corte deve ser feito em bisel, junto a uma gema, para evitar o acúmulo de água,
    formando uma superfície lisa.
    As áreas cortadas devem ser tratadas com fungicidas como pasta fúngicas, calda
    bordalesa etc.
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    Receita da Calda bordalesa
    100g de sulfato de cobre
    100g de cal hidratada
    10litros de água limpa
    (para volumes menores, dividir os itens proporcionalmente à água)
    Com no mínimo 4 horas de antecedência dissolva o sulfato de cobre amarrado
    dentro de um pano de algodão em 1 litro de água.
    Dissolver separadamente a cal hidratada no restante da água (9 litros), depois ir
    despejando o sulfato dissolvido aos poucos e mexendo.
    Para verificar se o preparado não ficou muito ácido mergulhar uma faca de aço
    comum por 3 minutos, se a faca ficar com aspecto enferrujado, amarronza,
    acrescentar mais cal.
    TÉCNICAS
    Para se ter sucesso nas podas deve-se utilizar sempre ferramentas adequadas,
    em boas condições de uso e bem afiadas. Com maior freqüência, são utilizadas as
    seguintes ferramentas: canivete, tesoura de cabo curto, tesoura de cabo longo,
    serrote de lâmina curva e serrote de lâmina reta. Para ramos herbáceos utilizar
    canivete, para ramos com diâmetros maiores que 2cm utilizar serrote, no caso de
    ramos muito grossos de árvores adultas será necessário a utilização de motoserra.
    As tesouras são mais utilizadas para podar sebe ou cerca-viva, os cabos
    longos ajudam no manuseio da ferramenta.
    Para essa prática é recomendada a utilização de mão de obra adequada.
    A freqüência com que o gramado necessita ser aparado depende de três fatores:
    tipo de grama, época do ano, regime de regas e adubação. De uma maneira
    prática, basta fazer um caminhamento pelo gramado, se os movimentos forem
    tolhidos, com os pés afundados está na hora de fazer o corte no gramado.
    Com isso o número de cortes anuais varia.
    Se ocorrer demora no corte o gramado ficará com pontos falhos e aspecto de
    queimado, quando o corte for executado.
    Além do corte, deve-se fazer o refilamento, que consiste em fazer a apara do
    gramado quando o mesmo ultrapassar os limites para as guias do passeio.
    Os equipamentos e ferramentas usadas no corte podem ser: tesoura de cabo
    longo, cortador de grama com motor tipo carrinho ou costal e trator acoplado com
    ceifadeira (para grandes áreas). A utilização de ceifadeiras com lâminas metálicas
    deve ser evitada, devido aos possíveis acidentes com lâminas partidas e/ou
    arremesso de pedras. As ceifadeiras com fio de nylon para corte são mais
    recomendadas.
    4.5 REGAS E IRRIGAÇÃO
    A rega e/ou irrigação é a forma artificial de aplicação de água às plantas, de forma
    a suprir suas deficiências hídricas em épocas de regime pluvial escasso, em
    quantidade e uniformidade satisfatória, proporcionando um bom desempenho das
    plantas.
    A aplicação de água em plantas ou gramados pode ser feita através de regadores
    portáteis e/ou mangueiras com torneiras distribuídas pelo jardim. Entretanto, além
    de gastar muita água, este tipo de aplicação não apresenta uma boa uniformidade,
    podendo ter áreas bem molhadas e outras menos, provocando desigualdade de
    umidade no solo que afetará diretamente no desenvolvimento e crescimento das
    plantas no jardim, com surgimento de folhas amareladas e surgimento de pragas e
    insetos. Sendo assim, a melhor forma de aplicação de água, ou seja, irrigar o jardim será implantar um sistema eficiente de irrigação de jardins.
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    Um projeto de um sistema de irrigação deverá levar em consideração as espécies
    plantadas, o porte e a locação das plantas, para que não haja bloqueio dos jatos e
    aspersores.
    Observação: As palmeiras transplantadas deverão receber irrigação diretamente
    na gema durante o período de adaptação e enraizamento. Este sistema
    (provisório) deverá ser feito em tubulação de PVC com aspersor e posto em
    funcionamento 2 vezes ao dia nos períodos de menor intensidade de sol e calor.
    4.6 ADUBAÇÃO
    A adubação para plantio deve seguir as orientações do item 3 IMPLANTAÇÃO DO
    JARDIM.
    A adubação após plantio consistirá no incremento de adubo orgânico e adubo
    químico.
    Na adubação orgânica pode-se usar esterco curtido de gado confinado, esterco
    curtido de frango, húmus de minhoca ou composto orgânico de compostagem. No
    caso de adubo orgânico proveniente de esterco curtido de gado é fundamental
    que seja proveniente de gado confinado, evitando a presença de propágulos de
    espécies vegetais encontradas em pastagens.
    A indicação da adubação orgânica para canteiros de forrações, jardineiras e vasos
    em numa proporção de 20 litros por m². Assim como deve ser feita a adubação
    química com NPK 10-10-10 numa proporção de 150g/m². A freqüência deve ser
    de duas adubações orgânicas anuais e uma adubação química anual.
    Para a adubação de espécies de grande porte como árvores é indicada a
    adubação química pós plantio com NPK 10-10-10. A aplicação deve ser feita
    através de furos ao redor da planta (na projeção da copa) de aproximadamente
    20cm a 30cm de profundidade. A quantidade varia de acordo com o porte da
    árvore, 10 furos para cada 2,5cm de diâmetro do tronco. Estes furos devem ser
    feitos com uma alavanca ou barra metálica. Para plantas com até 15 cm de
    diâmetro do tronco, utilizar 200g de NPK para cada centímetro. Em plantas com
    mais de 15 cm de diâmetro de tronco utilizar 400g de NPK para cada centímetro CUIDADOS GERAIS
    ·  Para a execução da implantação do jardim é essencial a participação de um
    engenheiro agrônomo ou florestal na equipe, como responsável técnico;
    ·  Substituir os tutores que estiverem danificados;
    ·  Verificar a necessidade de substituição de mudas mortas, danificadas ou
    doentes, fica considerado que o contratado para a implantação do jardim, é
    responsável pela garantia de substituição de mudas de qualquer espécie
    que venham a morrer com exceção dos seguintes casos:
    ·  Danos ou perda de mudas, ocorridos por obras civis;
    ·  Danos ou perda de mudas, ocorrido por vandalismo;
    ·  Danos ou perda de mudas, ocorrido por calamidades naturais
    (granizo, enchente...);
    ·  Danos ou perda de mudas, ocorrido por ataques de insetos, não
    controlados.
    Essa substituição deverá ocorrer ao longo do período de obras do jardim e
    durante o período de manutenção que tem previsão de 6 (seis) meses após
    a conclusão do jardim.
    ·  Fazer o afofamento da terra em locais mais compactados;
    ·  Retirar os entulhos e lixo que estiverem no jardim.
    ·  Manter as características do projeto como espécies indicadas, formatos de
    canteiros e locação de plantas, para que as idéias não sejam
    descaracterizadas.
    6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
    O projeto paisagístico é a representação da intenção final do jardim, sendo assim,
    o respeito às especificações e orientações nele contidas garantem o resultado
    mais próximo do que foi planejado.
    Sempre que necessário consulte o projetista e um engenheiro agrônomo e tenha
    uma equipe de jardineiros qualificados para a conservação e manutenção do jardim.